Publicada em 08/05/2012.
Por Marilei Rosanelli Barriquello e Ingelburg Maria Weth – Professoras EstaduaisAo voltar na história da educação, verificamos que a educação iniciou de maneira informal e era transmitida por pessoas mais experientes, entre eles estudiosos, intelectuais e os próprios pais. Alguns séculos se passaram e a igreja e os sacerdotes assumiram o papel do ensino no qual se dava através da reprodução e assimilação. Aprendiam-se os costumes, as crenças, os valores, o conhecimento da escrita e da leitura, a matemática e a religião.
Com o surgimento das escolas, estas passaram a assumir a total responsabilidade no sentido de educar e formar cidadãos para a sociedade. Esperava-se que a escola transmitisse conhecimento e passasse valores e ideologias aos seus frequentadores, despertando neles uma profissão para se tornarem uma pessoa bem sucedida.
Hoje, qual é o papel da escola? Qual a sua importância? Qual a função da família na vida escolar dos filhos? De acordo com Augusto Cury (2003, p.155) já acreditava que a escola deve educar seus filhos para a vida, extraindo da fraqueza a força, do desespero a esperança, das lágrimas o sorriso e dos fracassos a sabedoria.
A escola é um espaço de construção e reflexão onde são produzidos conhecimentos que vão sendo repassados e aprimorados de geração em geração, mas para que isso aconteça a escola deve preocupar-se em transmitir o conhecimento de forma atraente, fazendo com que os alunos estabeleçam a relação daquilo que aprendem com aquilo que necessitam para viver melhor e contribuir para com o desenvolvimento da sociedade.
A família é o primeiro contato social que o indivíduo possui, é nela que ele aprende a falar, comer, vestir-se, sentir-se protegido, amado, respeitado. A família é a unidade básica da interação social, onde a criança começa a aprender a respeito dos limites, a estabelecer relações de amor e de construção de laços afetivos.
As famílias têm passado por muitas mudanças e o maior problema que os filhos têm enfrentado é não possuir uma estrutura familiar que ofereça a eles condições favoráveis à educação de princípios e valores. Pois, hoje é uma busca interminável de ser livre, de ter prazer sem compromisso e de ter liberdade sem nenhuma responsabilidade.
Precisa-se resgatar o papel da família e sua força no sentido de educarmos indivíduos que possam contribuir mais e melhor com a sociedade, e uma das maneiras é proporcionar um ambiente adequado para a aprendizagem daquilo que é simples, mas que faz toda a diferença como: carinho, afeto, limite, perdão, tolerância, que servirá de base para o seu emocional quanto para o processo cognitivo do indivíduo.
Essa troca de experiências e mediação educacional por parte dos membros que compõem a família só acontecerá quando todos assumirem seus papéis com responsabilidade e compromisso, conscientes do que estão fazendo. E certos de que não é necessário dizer sempre sim a um filho para demonstrar que o ama e que se importa com o que ele deseja e sente. Por isso devemos valorizar esta família que tem se dissolvido e perdido o foco maior de sua responsabilidade, que é a preparação dos futuros cidadãos (filhos) que darão continuidade à sociedade, seus avanços e suas conquistas.
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